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O QUE ELES DISSERAM: OS ESCRITORES BÍBLICOS


A poesia em sua rica e diversa expressão, dedica um olhar sensível e profundo às diferentes fases da vida, incluindo a maturidade e a velhice. Através de versos carregados de emoção, reflexão e sabedoria, os poetas brasileiros convidam-nos a mergulhar nas nuances da experiência humana, explorando temas como o tempo que passa, a busca por significado, a aceitação da finitude e a beleza da sabedoria acumulada ao longo dos anos.


O Tempo Voa: Voemos Juntos


O tempo voa, foge como o vento,

Em um piscar de olhos, já é outro tempo.

Não o podemos prender, nem segurar,

Sua marcha implacável, devemos acompanhar.


Mas que medo de voar, se podemos aprender?

Acompanhar o tempo, e com ele nos mover.

Nas asas da sabedoria, a vida explorar,

Aproveitar cada instante, sem hesitar.


Aprender com o passado, sem nele viver,

No presente nos concentrar, o futuro tecer.

Viver com leveza, sem cargas pesar,

Cada dia um presente, para desfrutar.


O tempo voa, sim, mas podemos voar com ele,

Em cada passo, em cada sonho, em cada prece.

Construindo memórias, que o tempo não leva,

Vivendo intensamente, a alma que se eleva.


Então, vamos voar, com o tempo que passa,

Aproveitando cada instante, sem pressa ou cansaço.

Aprendendo com a vida, crescendo a cada dia,

No voo da existência, a nossa alegria.


Desvendando os Tesouros da Maturidade:



William Shakespeare:  Em "Soneto 73", Shakespeare celebra a maturidade como um período de "verão dourado", onde a beleza interior floresce e a sabedoria se aprofunda. "Não te compares com a flor da primavera, Pois teu fulgor ofusca a rosa tenra. A flor, ao sopro do verão, se altera, E o que era belo, o tempo logo encerra."


Johann Wolfgang von Goethe: Em "Fausto", Goethe retrata a busca incessante por conhecimento e autoconhecimento durante a maturidade. Através da experiência e da reflexão, o indivíduo se aproxima da verdade e da plenitude. "Só com o declínio vem a sabedoria, Pois a juventude vive em cega fantasia."

Enfrentando os Desafios da Velhice:



Elizabeth Barrett Browning:  Em "Soneto 14", Browning explora a fragilidade do corpo na velhice, mas celebra a força do amor e da fé que transcendem o tempo. "Que importa se o meu corpo está envelhecido? Meu amor por ti não conhece fim. A alma envelhece, mas o amor permanece unido, Eterno como o tempo, sem nenhum sinal de fim."

Walt Whitman:  Em "Canção de Mim Mesmo", Whitman celebra a beleza e a aceitação da velhice como parte natural do ciclo da vida. "Celebro a velhice, pois é a última etapa da jornada, Uma época de sabedoria e serenidade, quando a alma se liberta."

Reflexões sobre a Vida e a Morte:


Emily Dickinson: Em "Because I could not stop for Death", Dickinson personifica a Morte como uma figura gentil que a conduz à eternidade. "Porque não pude parar para a Morte, Ela gentilmente parou por mim. A carruagem era simples, mas veloz, E apenas nós, a Imortalidade e eu."


Fernando Pessoa: Em "Tabacaria", Pessoa explora a efemeridade da vida e a busca por significado na velhice. "E a vida, afinal, o que é? Um sonho breve, um breve sofrer..."

A maturidade:


Carlos Drummond de Andrade: Em poemas como "Auto-retrato" e "Mãos de Velho", Drummond explora a introspecção e o autoconhecimento como pilares da maturidade. Seus versos revelam a consciência da passagem do tempo, a busca por autenticidade e a aceitação das imperfeições. "Sou treze anos mais velho, / e ainda não sei quem sou." (Auto-retrato)
Vinicius de Moraes: Na obra "Para a Vida que Ainda Vem", Vinicius celebra a maturidade como um tempo de plenitude e amor. Seus versos transbordam esperança, otimismo e a crença na força do amor para superar os desafios da vida. "Mas, se a vida é feita de instantes, / Agarrem-se aos momentos felizes, / Minha gente." (Para a Vida que Ainda Vem)


Cecília Meireles: Em poemas como "Motivo" e "Soneto da Tarde", Cecília explora a beleza e a complexidade da vida na maturidade. Seus versos revelam a aceitação da finitude, a busca por significado e a gratidão pelas pequenas coisas da vida. "Eu sei que a vida é curta, / E que os dias são poucos, / Mas ainda assim eu canto, / E canto com os meus olhos." (Motivo)

A velhice:


Olavo Bilac: Em poemas como "Via Láctea" e "Profecia", Bilac retrata a velhice como um tempo de sabedoria e serenidade. Seus versos revelam a contemplação da natureza, a reflexão sobre a vida e a aceitação do destino. "E a velhice serena, o passo lento, / A voz cansada e o olhar sem pressa, / Verão a mocidade, o ardor violento, / Passar como a nuvem que o vento afaga." (Profecia)
Murilo Mendes:  Na obra "Poema do Tempo", Murilo explora a relação entre a velhice e o tempo. Seus versos revelam a consciência da finitude, a busca por transcendência e a esperança na vida após a morte. "O tempo, esse rio que nos leva, / Vai-nos deixando cada vez mais velhos, / E a cada dia que passa, / A morte se aproxima." (Poema do Tempo)


Adélia Prado: Em poemas como "O Quinze" e "Bagagem", Adélia retrata a velhice com humor, leveza e aceitação. Seus versos revelam a gratidão pela vida vivida, a alegria dos pequenos momentos e a esperança em um futuro tranquilo.



Rachel de Queiroz: "Mas a velhice é boa, / É boa essa coisa de não ter pressa, / De ter tempo para tudo, / De não ter que dar satisfação a ninguém." (O Quinze)


Conta e tempo - Frei Antonio das Chagas (1631-1682)


Deus pede hoje estrita conta do meu tempo.

E eu vou, do meu tempo dar-Lhe conta.

Mas como dar, sem tempo, tanta conta.

Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para ter minha conta feita a tempo

O tempo me foi dado e não fiz conta.

Não quis, tendo tempo fazer conta,

Hoje quero fazer conta e não há tempo.

Oh! vós, que tendes tempo sem ter conta,

Não gasteis vosso tempo em passa-tempo.

Cuidai, enquanto é tempo em vossa conta.

Pois aqueles que sem conta gastam tempo,

Quando o tempo chegar de prestar conta,

Chorarão, como eu, o não ter tempo.


Este belo poema é uma homenagem a um querido amigo, Albertinho Moreira, de Belo Horizonte. Ele sempre gostou de recitá-lo. Ouvi pela primeira vez quando eu tinha 17 anos e desde então estes versos fazem parte da minha vida. Obrigado Albertinho pela influência positiva. Alberto também é autor de 2 livros de poesias.



Pablo Neruda: O poeta chileno, em poemas como "O Crepúsculo das Mãos", explora a passagem do tempo e a beleza da velhice. Ele escreve: "As mãos que semearam o trigo e a aurora / Agora descansam, cheias de histórias e de glória."


Carlos Drummond de Andrade: O poeta brasileiro, em obras como "Poema de Sete Faces", reflete sobre a maturidade e a busca por autoconhecimento. Em "Verão", ele observa: "No meio do caminho, / Ansiedade ou medo?"


Leon Tolstói: Os dois guerreiros mais poderosos são a paciência e o tempo.


Emily Dickinson: Viver é algo tão espantoso que sobra pouco tempo para qualquer outra coisa.


Homero: O tempo que uma pessoa passa rindo é o tempo que passa com os Deuses.


Alice Ruiz: Que tudo seja leve de tal forma que o tempo nunca leve.


José Saramago: Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.


Paulo Leminski: Haja hoje para tanto ontem.


Paulo Leminski: Vista pelos jovens, a vida é um futuro infinitamente longo; vista pelos velhos, um passado muito breve.


Augusto Branco: O tempo não para nem volta atrás justamente para que sempre sigamos em frente!


Charles Chaplin: Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre.


Antoine de Saint-Exupéry: Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.


Augusto Cury: Se o tempo envelhecer o seu corpo, mas não envelhecer a sua emoção, você será sempre feliz.


Cícero: Os vinhos são como os homens: com o tempo os maus azedam e os bons apuram.


Pablo Picasso: Leva muito tempo tornarmo-nos jovens.


Cora Coralina: Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo.


Nelson Rodrigues: Jovens, envelheçam depressa!


Uma homenagem a Dona Calíope, minha sogra - Em 2024 completaria 91 anos - Ela recebeu este nome do seu pai, Dr. Ferreira Sobrinho, dentista, romancista e poeta: - "Calíope": A Musa da Poesia Épica e da Inspiração Criativa


Do Monte Hélicon para a Eternidade: A Jornada de Calíope: No panteão grego, as musas reinavam como deusas das artes e das ciências, inspirando os mortais com seus talentos divinos. Entre elas, Calíope, a musa da poesia épica, se destacava por sua eloquência e maestria na composição de versos grandiosos que narravam feitos heroicos e batalhas lendárias.

Filha de Zeus, o rei dos deuses, e Mnemósine, a deusa da memória, Calíope era frequentemente retratada como uma mulher bela e imponente, adornada com coroas de louros e segurando uma tábua de escrita e um estilete. Habitava o Monte Hélicon, lar das musas, onde se dedicava a cultivar sua arte e inspirar poetas e contadores de histórias.


A Inspiração por Trás dos Poemas Épicos: Calíope era a musa invocada por poetas épicos como Homero, Hesíodo e Virgílio, que buscavam sua inspiração divina para narrar as histórias dos heróis e deuses gregos. Através de seus dons, ela soprava a criatividade em seus corações e mentes, guiando-os na composição de versos que encantavam e eternizavam os feitos heroicos do passado.


Além da Poesia: A Influência de Calíope nas Artes: A influência de Calíope se estendia para além da poesia épica, abrangendo também a música, a oratória e a retórica. Sua presença era invocada por oradores e músicos que buscavam a eloquência e a persuasão em suas palavras e melodias. Acreditava-se que ela concedia o dom da comunicação eficaz e da capacidade de mover os corações e mentes das pessoas.


Calíope na Cultura Moderna: Mesmo após o declínio da mitologia grega, Calíope continuou a inspirar artistas e escritores ao longo dos séculos. Sua figura foi retratada em pinturas, esculturas e obras literárias, perpetuando sua imagem como a musa da poesia épica e da criatividade.


Um Legado de Inspiração e Criatividade: Calíope nos ensina que a arte, em suas diversas formas, tem o poder de celebrar a grandiosidade da natureza humana, imortalizar feitos heroicos e inspirar novas gerações. Sua história nos convida a buscar a musa interior, a cultivar a criatividade e a utilizar o poder das palavras para encantar, emocionar e transformar o mundo ao nosso redor.


Calíope era a musa da poesia épica, da eloquência e da criatividade.

Ela inspirava poetas, oradores e músicos em suas artes.

Sua influência se estendeu para além da mitologia grega, inspirando artistas e escritores ao longo dos séculos.

Calíope nos convida a buscar a musa interior e a usar o poder das palavras para criar e transformar.



Calíope, Musa da Poesia: Um Canto para a Vida do Idoso


Calíope, deusa da poesia,

Em versos inspirados, a alma guia.

Para o idoso, um bálsamo divino,

Em cada estrofe, um novo caminho.


Com palavras que fluem como um rio,

A poesia transborda em seu fio.

Traz memórias, sonhos e emoção,

Em cada rima, uma nova canção.


No outono da vida, quando a calma se instala,

A poesia acende a chama que não se cansa.

Em cada verso, um novo amanhecer,

Um convite para viver, sentir e perceber.


Através da poesia, o idoso revive,

Em cada estrofe, a alma se revive.

Rememora histórias, amores e crenças,

Em cada rima, novas experiências.


Com a musa ao seu lado, o idoso cria,

Em cada poema, a alma se irradia.

Compartilha sabedoria e afeto,

Em cada verso, um legado perfeito.


A poesia é bálsamo para o coração,

Cura a alma e traz consolação.

No idoso, ela desperta a alegria,

Em cada rima, um novo dia.


Então, que a poesia permeie a vida do idoso,

Em cada verso, um futuro glorioso.

Com Calíope como guia e inspiração,

A vida se torna um poema de pura emoção.



A poesia como espelho da alma: Esses são apenas alguns exemplos de como a poesia nos convida a refletir sobre a maturidade e a velhice. Cada poeta, com sua voz única e perspectiva particular, oferece um olhar precioso sobre essa fase da vida, enriquecendo nossa compreensão dos desafios, oportunidades e belezas que ela apresenta. Ao lermos poemas sobre a maturidade e a velhice, podemos nos conectar com as experiências e sentimentos de outros, encontrar conforto e inspiração em suas palavras, e celebrar a beleza do envelhecimento em suas diversas nuances.


A poesia oferece um olhar único e comovente sobre a maturidade e a velhice. Através da linguagem poética, podemos encontrar consolo, inspiração e sabedoria para navegar pelos desafios e aproveitar as alegrias dessa fase da vida.

Lembre-se que a maturidade e a velhice são momentos ricos em oportunidades para o aprendizado, o crescimento e a realização pessoal. Ao celebrarmos a beleza e a sabedoria dessa fase da vida, podemos construir um futuro mais positivo e significativo para todos. A poesia, em sua essência, nos convida a transcender o mundo material e conectar-nos com a riqueza da alma humana. Ao explorarmos as obras de grandes poetas sobre a maturidade e a velhice, podemos encontrar sabedoria, consolo e inspiração para vivermos essa fase da vida com plenitude, significado e gratidão.


A poesia brasileira oferece um rico panorama das experiências da maturidade e da velhice. Através dos versos dos grandes poetas, somos convidados a refletir sobre o tempo que passa, a busca por significado, a aceitação da finitude e a beleza da sabedoria acumulada ao longo dos anos. Cada poema nos convida a uma jornada única de autoconhecimento, compreensão e gratidão pela vida em suas diversas fases.





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