

O mês de junho se tinge de violeta para lembrar a todos da importância de combater a violência contra a pessoa idosa. Uma luta que se intensifica a cada ano, exigindo ações conjuntas de toda a sociedade para garantir os direitos e a dignidade dessa parcela fundamental da nossa população. Mas o que o "Junho Violeta" tem a ver com quem já passou dos 40 anos?
Honrar a Idade, Combater a Violência
Em tempos velozes, onde a vida corre,
Lembramos daqueles que a jornada já correu.
Idosos, pilares de sabedoria e amor,
Merecem respeito, proteção e calor.
Mãos calejadas, cabelos grisalhos,
Histórias vividas em sorrisos e prantos.
Olhares serenos, cheios de experiências,
Tesouros da vida, em doces reminiscências.
Mas a sombra da violência insiste em pairar,
Em corações frios, que a dor não sabem amar.
Agressões, abusos, num cruel desrespeito,
Ferem a alma, num sofrimento sem preceito.
Chega de silêncio, chega de calar!
Devemos erguer a voz, juntos lutar.
Contra a violência, que oprime e humilha,
Defender os idosos, com força e garra, dia a dia.
Filhos, netos, amigos, toda a sociedade,
Unidos em prol da paz, em cada comunidade.
Acolher, cuidar, com carinho e atenção,
Garantir a velhice com dignidade e proteção.
Leis e medidas, que a justiça prevaleça,
Punir os agressores, que a paz se estabeleça.
Campanhas de conscientização, para informar,
Educar e sensibilizar, para o amor transformar.
Honrar a idade, é dever de cada ser,
Respeitar a história, que o tempo soube tecer.
Aos nossos idosos, amor e gratidão,
Em cada gesto, em cada ação.
Que a violência cesse, para sempre se vá,
E a velhice seja plena, em paz e harmonia.
Com amor e união, vamos construir,
Um futuro de respeito, onde a vida há de florir.
Um Alerta Necessário que se Torna Mais Relevante com a Idade
Embora a violência contra a pessoa idosa possa afetar qualquer pessoa com mais de 60 anos, quem já completou os "40 e tantos" está entrando em uma faixa etária com maior risco de sofrer abusos. Segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a faixa etária entre 60 e 69 anos é a que registra o maior número de vítimas de violência física, seguida pela faixa etária entre 70 e 79 anos.
Fatores que Aumentam a Vulnerabilidade
Diversos fatores podem contribuir para o aumento da vulnerabilidade de pessoas com mais de 40 anos à violência, como:
Dependência: Com o avançar da idade, algumas pessoas podem se tornar dependentes de cuidados de terceiros, o que as torna mais suscetíveis à negligência, maus-tratos e violência física.
Isolamento Social: O isolamento social, muitas vezes frequente entre os idosos, pode dificultar a identificação de sinais de violência e a busca por ajuda.
Doenças Crônicas: Doenças crônicas, como Alzheimer e Parkinson, podem tornar os idosos mais vulneráveis à manipulação e à exploração financeira.
Falta de Informação: A falta de conhecimento sobre seus direitos e sobre os canais de denúncia pode deixar os idosos mais expostos à violência.
Um Chamado à Ação para Quem Já Chegou aos "40 e Tantos"
O "Junho Violeta" serve como um lembrete de que a violência contra a pessoa idosa é um problema real e que precisa ser combatido por todos. Mas para quem já completou os "40 e tantos", a responsabilidade se torna ainda maior.
Aqui estão algumas ações que você pode tomar para fazer a diferença:
Informe-se: Busque informações sobre os tipos de violência contra a pessoa idosa, os sinais de alerta e os canais de denúncia.
Converse com seus familiares e amigos: Incentive o diálogo sobre a violência contra a pessoa idosa e conscientize-os sobre a importância de denunciar casos suspeitos.
Seja um observador atento: Fique atento aos sinais de violência em seus familiares, amigos, vizinhos e idosos em sua comunidade.
Denuncie: Se você presenciar ou suspeitar de um caso de violência contra a pessoa idosa, não hesite em denunciar. Você pode ligar para o Disque 100 (Central de Atendimento à Mulher, que também recebe denúncias de violência contra idosos) ou para o Disque 180 (Central de Atendimento à Pessoa Idosa).
Seja um agente de mudança: Participe de campanhas de conscientização, ações de voluntariado e outras iniciativas que combatam a violência contra a pessoa idosa.
Lembre-se: A violência contra a pessoa idosa é uma violação dos direitos humanos e precisa ser combatida com rigor. Juntos, podemos construir uma sociedade mais justa, inclusiva e livre de violência para todos, especialmente para quem já completou os "40 e tantos".

Dia Mundial da Conscientização sobre o Abuso de Idosos alerta para violência
O risco é que aumentem episódios de violência contra idosos com muitos países observando um envelhecimento populacional rápido
Até 2050, mundo terá 2 bilhões de pessoas nessa faixa etária; uma cada seis pessoas maiores de 60 anos foi vítima de alguma forma de abuso em ambiente comunitário.
As Nações Unidas marcam neste 15 de junho o Dia Mundial da Conscientização sobre o Abuso de Idosos.
Em Nova Iorque, um painel de especialistas apresentará as tendências gerais da violência contra o grupo ressaltando lacunas e desafios na implementação dos objetivos do Plano de Ação Internacional de Madri sobre o Envelhecimento.
Prevenção e fundos
O foco são as prioridades para combater a violência contra os idosos na Década do Envelhecimento Saudável. O período para promover a ação foi lançado pela Organização Mundial da Saúde, OMS, para impulsionar a “mudança de narrativas errôneas com base na idade”.
Em entrevista à ONU News antes da data, de Washington, a assessora sobre o Envelhecimento Saudável da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, Patrícia Morsch, disse que a atenção ao grupo deve andar em paralelo com o financiamento.

Pelo menos uma em cada seis pessoas maiores de 60 anos sofreu algum tipo de abuso em ambientes comunitários
“Mudar a maneira como pensamos, sentimos e atuamos frente à idade e ao envelhecimento. Existem muitos estereótipos relacionados ao envelhecimento e à pessoa idosa que devem ser combatidos, para que as pessoas possam estar se desenvolvendo e participando das comunidades recebendo serviços adequados para as suas necessidades. A segunda área de ação é promover entornos e ambientes que sejam amigáveis às pessoas idosas, ou seja, que favoreçam que as pessoas possam continuar fazendo as suas atividades e que possam continuar convivendo perto dos seus familiares e amigos com segurança e bem-estar.”
O plano global destaca que famílias e comunidades devem ser ativamente envolvidas nos esforços para que a população envelheça de forma saudável.
“Serviços de saúde integrados e centrados nas pessoas idosas, conhecendo as necessidades das pessoas idosas, prover uma atenção que seja enfocada nesse desenvolvimento de capacidades, e não somente na prevenção e controle de doenças. A quarta área de ação é proporcionar cuidados de longa duração para as pessoas que precisam. Sabemos que a dependência de cuidados é uma realidade e devemos trabalhar na prevenção. Mas aquelas pessoas que necessitam devem ter os recursos necessários para esses cuidados.”
De acordo com as Nações Unidas, pelo menos uma em cada seis pessoas maiores de 60 anos sofreu algum tipo de abuso em ambientes comunitários no ano passado.
Asilos e instituições de longa permanência de idosos
Em instituições como asilos e instituições de longa permanência de indivíduos de idade dois terços de funcionários relatando que cometeram abuso durante o período avaliado.
OMS apoia a Década do Envelhecimento Saudável para promover mudança de narrativas errôneas com base na idade
Na pandemia, os índices tiveram um aumento do fenômeno que pode levar a lesões físicas graves e consequências psicológicas de longo prazo.
O risco é que aumentem episódios com muitos países observando um envelhecimento populacional rápido.
De acordo com as estimativas, o total de pessoas na terceira idade deverá superar o dobro comparado com o de 2015: de 900 milhões para cerca de 2 bilhões em 2050.
FONTE SITE DA ONU: https://news.un.org/pt/story/2023/06/1815992

Dia do Idoso: 5 ações para combater o etarismo nas empresas
Ir além das iniciativas pontuais que são muito comuns no Dia do Idoso é um passo importante para combater o etarismo nas empresas, que deve ser um agenda para além de outubro. Segundo Wainstock, outras ações essenciais são:
Vá além do onboarding: deixe claro as regras, linguagem a ser utilizada e formas de atuar no quesito diversidade por meio de guias e treinamentos sobre o tema.
Construa um ambiente que atenda diferentes anseios: isso pode incluir trabalho remoto ou híbrido, horários de trabalho flexíveis e programas de bem-estar personalizados.
Promova o intercâmbio entre as gerações: seja por meio de palestras, eventos, rodas de conversas e programas de mentorias bilaterais.
Ofereça oportunidades de capacitação: para continuar crescendo e se adaptando às mudanças é preciso se desenvolver, por isso, invista no reskilling.
Implemente a “escuta ativa”: pesquisas, canais amigáveis de comunicação e ferramentas de denúncias são fundamentais para mapear a diversidade e corrigir problemas. Ouvir e atuar concretamente faz toda a diferença.
