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A atriz também foi uma das pioneiras da TV brasileira. Participou de programas de variedades e musicais no início das transmissões da Tupi, até adaptar para a televisão, com Haroldo Costa, a peça “O filho pródigo”, que havia encenado no Teatro Experimental do Negro. “Eu acredito que foi o primeiro teatro na televisão, eu acho que fomos nós que fizemos”, conta. A primeira novela foi “A deusa vencida” (1965), de Ivani Ribeiro, na Excelsior.


Adriana Lessa fez sucesso como Deusa em “O Clone” Foto: Gianne Carvalho/Divulgação


Ruth de Souza foi contratada pela Globo em 1968, para atuar na novela “Passo dos ventos”, de Janete Clair. Na emissora, fez mais de 20 novelas.


Novela “A cabana do Pai Tomás”, Ruth de Sousa com Sérgio Cardoso Foto: Reprodução


Em “A cabana do Pai Tomás” (1969), de Hedy Maia, foi Tia Cloé, uma das líderes do movimento que levou à abolição da escravidão nos Estados Unidos dividido pela Guerra de Secessão: “Foi um sucesso muito grande, todo mundo me chamava de Tia Cloé”. Na década de 1970, Ruth de Souza participou de clássicos da dramaturgia da Globo, como “Pigmalião 70” (1970), “Os ossos do barão” (1973), “O rebu” (1974), “Helena” (1975) e “Duas vidas” (1976).


“Grande Prêmio do Cinema Brasileiro” homenageia Ruth de Souza, no palco com colegas de profissão Foto: Fábio Rossi


Com Grande Otelo, fez uma dupla inesquecível em “Sinhá moça” (1986), de Benedito Ruy Barbosa. “Do meio para o fim, eu e o Otelo tomamos conta da novela, porque os personagens eram muito divertidos. Eram dois maluquinhos, escravinhos malucos”, conta. A atriz já havia atuado em uma adaptação de “Sinhá moça” para o cinema, em 1953, e por isso conhecia bem o texto. Sua trajetória foi marcada por papeis em novelas de época.


Pose durante coletiva da série “Grandes damas”, produzida pelo canal GNT: Cleyde Yáconis, Ruth de Souza, Beatriz Segal, Rosamaria Murtinho, Nicete Bruno, Tônia Carrero, Dercy Gonçalves, Marília Pêra, Eva Todor Foto: Carlos Ivan/Divulgação


A atriz estreou no cinema por indicação do escritor Jorge Amado em “Terra violenta” (1948), adaptação de seu romance “Terras do sem Fim”, dirigida por Tom Payne.


“Sinhá moça” com Ruth de Souza Foto: Reprodução


Fez mais de 30 filmes, incluindo “Sinhá moça”, também de Payne, que a levou a concorrer ao prêmio de Melhor Atriz do Festival de Veneza de 1954. A atriz esteve também no clássico “O assalto ao trem pagador” (1962), de Roberto Farias; e “As filhas do vento”, de Joel Zito Araujo, com o qual foi premiada no Festival de Gramado de 2004.

Sua admiração pelo cinema vem também do fato de conceder mais espaço, em sua opinião, para atores negros. Para Ruth de Souza, o preconceito sempre foi uma realidade com a qual precisou lidar. “O cinema sempre deu mais oportunidade para o negro, desde o Grande Otelo. Eu tive sorte na continuidade de trabalho, tanto no teatro quanto na televisão: não parei nunca nesses 50 anos. Sempre tive trabalho, mas são poucos os negros que têm. Isso foi benção de Deus.”







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