

#TonyTornado repassa sua trajetória desde sua vinda para o Rio de Janeiro, sua passagem pelo exército ao lado de Silvio Santos, a complicada fase durante a ditadura militar e a imersão no cinema e na música. O artista ainda lembra de história de quando foi exilado e passou a acumular viagens por países como Russia e China, até ser acusado de trazer movimento dos Panteras Negras para o Brasil. Com 80 anos de carreira, ele diz que não tem vontade de parar.
Tony iniciou sua carreira artística nos anos 60 com o nome artístico de Tony Checker, dublando e dançando no programa "Hoje é Dia de Rock" de Jair de Taumaturgo, nessa época Tony imitava os cantores Chubby Checker e Little Richard. Ainda nos anos 60, viajou aos Estados Unidos onde morou por cinco anos em Nova York. Em Nova York, Tony atuou como traficante de drogas e cafetão.[9] Para enganar o departamento de imigração, fingia ser funcionário de um lava-rápido. Nessa época, Tony conheceu outro brasileiro que também morava em Nova York, o também cantor Tim Maia. De volta ao Brasil em 1969, trabalhou no conjunto de Ed Lincoln e, sob o pseudônimo de Johnny Bradfort, cantava numa boate cujo dono o obrigava a se passar por estrangeiro. O cantor Emílio Santiago substituiu Tony Tornado no conjunto musical, quando este saiu para disputar o V Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro. Em 1970, adotou o nome com o qual passou a ser conhecido "Tony Tornado". Influenciado por James Brown, Tony foi um dos artistas que introduziu a soul music e o funk na música brasileira.