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Nascida em uma família humilde em Campos, no interior fluminense, mudou-se com seus pais e irmão para o Rio de Janeiro, aos 2 anos de idade, em busca de uma vida melhor. Sua mãe era costureira, trabalhando aos finais de semana em casa e durante a semana em uma confecção, e seu pai, motorista, que também escrevia músicas e cantava eventualmente na noite quando estava de folga do trabalho. A família mudou-se para o Morro do Cantagalo, em Copacabana. Como era muito pequena e não poderia ficar sozinha em casa, ela ficava sob os cuidados de sua tia, no quartinho dos empregados, no Leblon, visto que seu tio paterno era porteiro e zelador do prédio. Ainda na infância ficou amiga de Marieta Severo, que era moradora desse prédio.[9]

Devido a dificuldades financeiras, seu irmão foi viver com a avó em Campos, e Zezé foi matriculada em um colégio interno, o Asylo Espírita João Evangelista, onde permaneceu dos 6 aos 12 anos. Em entrevistas revelou que se sentiu rejeitada e até pensou ser filha adotiva, pois não entendia essa momentânea separação familiar, mas revelou que se adaptou rapidamente ao colégio, onde dividia espaço com sessenta meninas, e aprendeu a fazer limpeza, crochê, tricô, aprendeu a bordar e também a cozinhar. Em entrevistas contou que era para sair de lá aos 16 anos, mas saiu antes porque a situação financeira da família melhorou, pois sua mãe montou um ateliê de moda, na residência da família, e a atriz mudou-se com os pais e o irmão para um apartamento no Leblon.[9]


Carreira


Seu pai a incentivava a ser cantora. Compunham canções juntos, e seu pai a levava para cantar na noite com ele. Já sua mãe não gostava da carreira artística, querendo que a filha fosse costureira como ela, mas com o tempo acabou aceitando a vocação artística da filha. Na adolescência, antes de ter conseguido oportunidades como artista, Zezé trabalhou como operária em uma indústria farmacêutica para ajudar nas despesas do lar, e a noite estudava o curso normal de formação de professoras. Ela era da mesma sala de aula que sua cunhada, que a incentivou a voltar a estudar.[9]

Aos finais de semana, passou a frequentar um curso de teatro: O Teatro Tablado onde formou-se como atriz. Ela começou participando de diversas peças populares de teatro, e iniciou profissionalmente sua carreira de atriz em 1967, estrelando a peça Roda-viva, de Chico Buarque. Em 1969, atuou em Fígaro, fígaro, Arena canta Zumbi e A vida escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato. Em 1974, atuou em Godspell, e em 1999, participou de Orfeu.[9]

Sua carreira de cantora teve início em 1971, em casas noturnas paulistanas. De 1975 a 1979, lançou três LPs. Nos anos 1980, lançou mais três discos.[9]

Militante do Movimento Negro Unificado (MNU), denunciou racismos e atuou ativamente para combatê-lo, organizando por exemplo um arquivo de atores negros para que não haja o silenciamento destes artistas.[10] A autora Lélia Gonzalez em sua "Homenagem a Zezé Mota - História de vida e louvor" exprime que "sua arte também está a serviço das crianças pobres e órfãs, numa atuação marcada pela discrição e pela solidariedade".[10]


Carreira na televisão


Abertura da II Conferência Nacional de Cultura (2010)

Iniciou sua trajetória em 1968 na telenovela Beto Rockfeller, da Rede Tupi, atuando como Zezé.[11] Quatro anos mais tarde, foi para Rede Globo viver Zezinha em A Patota.[12] Em 1974, foi Doralice em Supermanoela e, dois anos depois, esteve na pele de Jandira em Duas Vidas; concluindo a década participando da série Ciranda Cirandinha nos episódios "O Jardim Suspenso da Babilônia" e "O Momento da Decisão".[13][14][15]

Na década de 1980, atuou nas telenovelas Transas e Caretas e Corpo a Corpo como Dorinha e Sônia, respectivamente.[16][17] Posteriormente, esteve no elenco do seriado Armação Ilimitada nos episódios "Jararaca, o Cabra" e "Uma Armação nas Estrelas"; e na obra Helena como Malvina.[18][19] Contudo, encerrou seus trabalhos neste período em 1989, na pele de Maria em Pacto de Sangue e Lulu Kelly em Kananga do Japão.[20][21]

No início da década de 1990, protagonizou Ialorixá na minissérie Mãe de Santo, além de participar do episódio "Em Nome do Pai" no programa Você Decide como Zenaide.[22][23] Em 1994, interpretou Rubina em Memorial de Maria Moura e, no ano seguinte, participou da telenovela A Próxima Vítima no papel de Fátima.[24][25] Em 1996, esteve no elenco de Xica da Silva como a Maria da Silva (mãe da protagonista).[26] Três anos mais tarde, concluiu o decênio atuando como Conceição em Chiquinha Gonzaga, além de participar novamente do Você Decide, porém, no episódio "E o Circo Chegou".[23][27]

Na década de 2000, viveu Irene na telenovela Esplendor e atuou na obra portuguesa Garrett, baseada na biografia de Almeida Garrett.[28][29] Entre 2001 e 2002, esteve em Porto dos Milagres como Mãe Ricardina e O Beijo do Vampiro como Mãe Ricardina e Nadir, respectivamente.[30][31] Em 2004, deu vida a anestesista Prazeres da Anunciação em Metamorphoses e, nos dois anos seguintes, foi Titina em Floribella e a escrava Virgínia no remake de Sinhá Moça.[32][33][34] Encerrou a década nos papel de Naná na minissérie Cinquentinha.[35]

No início da década de 2010, atuou como Dalva (Dadá) na telenovela Rebelde[36] Dois anos mais tarde, esteve no programa Copa Hotel como Adele e na minissérie O Canto da Sereia como Tia Celeste.[37][38] Em 2014, foi Elaine em A Grande Família, no episódio "Mãe de Fases" e Sebastiana em Boogie Oogie.[39][40] Posteriormente, esteve em Escrava Mãe como Tia Joaquina e na telenovela portuguesa Ouro Verde como Neném.[41][42]


Carreira no cinema


Zezé Motta foi protagonista do filme Xica da Silva (1976), obra dirigida por Cacá Diegues (foto).

Estreou nas telonas no início da década de 1970 como Freguesa do Bar Viajantes no filme Cléo e Daniel.[43] Em 1973, esteve no elenco de Vai Trabalhar, Vagabundo! e, no ano seguinte, participou dos longas Um Varão Entre as Mulheres e Banana Mecânica como Marilda.[44][45][46] Em 1977, deu vida às personagens Dandara em Cordão de Ouro; uma empregada em Ouro Sangrento e Estrela em A Força do Xangô.[47][48][49] Além disso, também foi protagonista do filme Xica da Silva, obra dirigida por Cacá Diegues, papel que a destacou como 'Melhor Atriz' no Festival de Brasília, Coruja de Ouro, Prêmio Air France e Prêmio Governador do Estado.[50] Concluiu o decênio na pele de Zezé em Tudo Bem e esteve na equipe de Se Segura, Malandro!.[51][52]

No início da década de 1980, atuou como Maria das Graças em Águia na Cabeça; esteve em Para Viver um Grande Amor e foi Dandara em Quilombo.[53][54][55] Em 1987, participou dos longas Sonhos de Menina-Moça como Vicky; Anjos da Noite como Malú e Jubiabá como Rosenda.[56][57][58] No ano seguinte, deu vida às personagens Rita e Maria Elisa nas obras Prisioneiro do Rio e Natal da Portela, respectivamente.[59][60] Concluiu a década dando voz a Úrsula em A Pequena Sereia, além de viver Dalila em Dias Melhores Virão.[61][62] Na década de 1990, atuou em O Gato de Botas Extraterrestre e Crioula em A Serpente.[63][64] Em 1996, viveu Carmosina em Tieta do Agreste e, no ano seguinte, deu vida a Eduarda em O Testamento do Senhor Napumoceno.[65][66] Fechou o milênio interpretando a mãe do personagem principal Orfeu.[67]

No início da década de 2000, atuou no longa Cronicamente Inviável como Ada e esteve no elenco de A Negação do Brasil.[68] Em 2002, interpretou Fada Kálix em Xuxa e os Duendes 2 - No caminho das Fadas e foi a mulher do avião em Viva Sapato!.[69][70] Nos dois anos seguintes, deu vida à personagem principal no curta-metragem Carolina e foi Aurora Hipólito em Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida.[68][71] Em 2005, esteve na obra Quanto Vale ou É por Quilo? e, no ano posterior, no projeto lusófono A Ilha dos Escravos.[72][73] Concluiu a década em Deserto Feliz e Jerusa em Xuxa em O Mistério de Feiurinha.[68][74]


Outras participações


Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), até o fim da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos que apresentavam os novos talentos, registrando índices recordes de audiência. O especial Mulher 80 (Rede Globo), foi um destes marcantes momentos da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e a inegável preponderância das vozes femininas, com Elis Regina, Maria Bethânia, Fafá de Belém, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Zezé Motta, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher. Também fez parte do elenco do Telecurso 2000, programa educativo da Rede Globo. Além disso, participa esporadicamente de discussões sobre o papel dos negros na teledramaturgia. Interpretou na versão em português Circle of life Ciclo da vida do Rei Leão de 1994. Dublou a bruxa Úrsula no filme A Pequena Sereia, clássico da Disney de 1989.[75] Zezé Motta fez dueto com Taiguara em seu último álbum de estúdio, Brasil Afri, de 1994, na faixa "África Mãe". Em 2017, integra o elenco do longa 'Alemão 2', que dá sequência do sucesso de 2014, no papel da enfermeira Ivone. Em 2022, Zezé Motta celebra a boa fase de garota-propaganda e agenda lotada de trabalho: “viram que represento, né?” Zezé tem sido convidada para uma série de publicidades - "os convites não param", diz -, ela pode ser vista linda linda e empoderada na segunda temporada de 'Arcanjo Renegado', que estreia esse ano de 2022

, e também atua em 'Fim', que reinicia as gravações em breve, na TV Globo. Além disso, se prepara para entrar em estúdio e gravar um disco com as canções do show 'Coração Vagabundo', no qual canta músicas de  Caetano Veloso. E ainda revela: "Penso em me dedicar à direção!"


Vida pessoal


A atriz foi casada por cinco vezes, com homens de fora do meio artístico. Em entrevistas revelou que sofreu três abortos espontâneos, frutos de três relacionamentos diferentes, e que estes abortos aconteceram sem causas aparentes, não houve nenhum exame clínico que detectasse problemas ginecológicos, pois sempre teve boa saúde. Segundo as avaliações dos médicos, que não descobriram a razão dos repetidos abortos, foi recomendado que a atriz fizesse repouso absoluto para levar uma gestação até o final, o que ela não conseguiu fazer, devido aos intensos compromissos profissionais de sua carreira artística, sempre viajando pelo Brasil e pelo mundo em peças de teatro. Desistindo do desejo de ser mãe, ela pegou para criar cinco crianças, mas nunca as adotou legalmente, pois elas mantinham contato com as famílias, muito pobres, que a atriz ajudava. Zezé tem seis filhos, cinco meninas e um menino: Luciana, Cilene, Nadine, Cíntia , Carla e Robson . Ela se tornou avó de quatro netos: Luíz Antônio, filho de Nadine, de Heron e Loma, filhos de Carla, e de Isadora, filha de Luciana.[76]

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal (2019)

Em entrevistas informou que mesmo solteira, nunca esteve sozinha, e que até hoje mantém relacionamentos casuais com homens famosos e anônimos, e que dentre os homens do meio artístico que namorou, está Antonio Pitanga, que foi seu primeiro namorado, com quem se relacionou dos 21 aos 23 anos.[76]

Zezé declara como religião o candomblé, e que é filha de Oxum Opará com Oxóssi. Sua mãe era Testemunha de Jeová, e seu pai era espírita, o que causava brigas em casa. Zezé frequentou a religião Testemunha de Jeová dos cinco aos doze anos de idade, mas só se desligou definitivamente da religião de sua mãe quando posou nua pela primeira vez, em 1976. Após diversas capas de revistas de sucesso, seu último ensaio nua foi aos 75 anos. Revelou que por muito tempo teve desentendimentos com a mãe por causa da religião, e que ter posado nua foi o estopim para decidirem parar com as brigas e a mãe entender que Zezé seguiria outra religião. Zezé também comentou em entrevistas que já foi espírita, católica, evangélica, umbandista, mas só encontrou-se no candomblé.[76]

Foi homenageada na Sapucaí, nos carnavais de 1989 e 2017, pelas escolas Arrastão de Cascadura[77] e Acadêmicos do Sossego respectivamente.[78] Também foi enredo da Unidos da Vila Kennedy pelo Grupo C do Carnaval Carioca de 2002.[79] Ela desfilou nas três ocasiões.

Sua mãe, Maria Elazir, morreu aos 95 anos em 3 de maio de 2020. Ela era diabética e hipertensa, e ficou internada por dez dias no Hospital da Aeronáutica, no Rio de Janeiro, para tratar de uma pneumonia. Houve suspeita de que ela tivesse contraído COVID-19, mas depois os testes realizados não confirmaram.[80][81]


Filmografia

Televisão


Ano

Título

Personagem

Notas

1968

Maria José (Zezé)


1972

Zezinha


1974

Doralice Veiga (Dora)


1976

Jandira


1978

Zoraide


Mara

Episódio: "O Momento da Decisão"



1984

Dorinha


Sônia Nascimento Rangel



1987

Magda Escatológica

Episódio: "Uma Armação nas Estrelas"

Malvina



1989

Maria


Lulu Kelly



1990

Ialorixá


1992

Juliana

Episódio: "Prova Final"

1993

Zenaide

Episódio: "Em Nome do Pai"


1994

Rubina


Juliana

Episódio: "Matriz e Filial"


1995

Fátima Noronha


1996

Maria da Silva


1997

Xica da Silva (idosa)

Episódio: "11 de agosto"


1998

Liana


1999

Conceição


Episódio: "E o Circo Chegou"


2000

Irene


Almeida Garret

Rosa Maria Lima

Episódios: "O Levantar do Esplendor"


"O Levantar da Voz"


2001

Mãe Ricardina


2002

Nadir


2004

Prazeres da Anunciação


2005

Cristina Ramos Garcia (Titina)


2006

Virgínia ()


2007

Odete Lustosa


2009

Janaína (Naná)


2011

Dalva Alves (Dadá)


2013

Adele


Tia Celeste[82]



2014

Sebastiana Marques[40]


2016

Tia Joaquina[41]


Maria Helena



2016–20

Conselheira Nair


2017-18

Otacília Formiga (Grande Mãe do Quilombo)[83]


2017

Dona Nénem


Dona Apolônia

Episódio: "22 de agosto"


2019

Neusa Santos[84]

Especial de fim de ano

Rainha Petúnia

Episódio: "Prima Petúnia"


2020

Neusa Gomes[85]

Episódio: "27 de março"

2021

Falas da Vida

Mediadora[86]

Especial de fim de ano

2023

Bex[87]

Episódio: "Falas da Vida"

Dona Neusa



2023-24

Rosa Maria dos Santos (Dama de Ouro)[88][89]


2024

Toda Família Tem



Cinema

Ano

Título

Personagem

Notas

1970

Freguesa do Bar Viajantes[90]


Em Cada Coração um Punhal

Futebolista

Segmento: "Transplante de Mãe"


1973

Shirley


Empregada

Curta-metragem


1974

Namorada de Bigode


Um Varão Entre as Mulheres

Doméstica



Marilda[91]



1976


1977

A Força do Xangô

Estrela


Dandara



Ouro Sangrento

Empregada



1978

Zezé





1984

Maria das Graças


Maria



Dandara



1987

Rosenda


Vicky



Malu



1988

Maria Elisa


Cruz Guaregua



Prisoner of Rio

Rita



1989

Dalila


Úrsula

Dublagem


1990

Mulher Corvo


1992

Crioula


1996

Carmosina (Carmô)


1997

O Testamento do Senhor Napumoceno

Eduarda


1999

Conceição


2000

Ada


2001

A Negação do Brasil

Ela mesma


2002

Mulher no avião


Fada Kálix



2003

Mãe de Miguel


Carolina

Carolina

Curta-metragem


2004

O Moleque

Zezé[92]


A Idade do Homem

Mulher



Aurora Hipólito



2005

Joana Maria da Conceição


2006

Tia Elisinha


Cobrador: In God We Trust

Secretária



Kinshasa Palace




Júlia



2007

Dona Vaga


2009

Jerusa


2010

Dona Meire


Odete



2012

Priscila


2014


O Lucro Acima de Tudo

Célia[93]



2017


Narradora[94]

Documentário


2018

Afi[95]


2019

Diretora Sônia[96]


2020

Ilza[97]


2021

Dr. Bruna


Francisa[98]



Mise en Scène: a Artesania do Artista

Ela mesma[99]

Documentário


Sula



Socorro[100]



2022

Dona Ivone


Voinha



2023

Mãe de Nathan


Naná



2024

Feiticeira


No teatro

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural[101]

  • 1968 - Roda Viva

  • 1968 - A Moreninha

  • 1969 - Hamlet

  • 1969 - A vida escrachada de Joana Martine e Baby Stompanato

  • 1970 - Arena Conta Bolívar

  • 1972 - Um Grito de Liberdade

  • 1974 - Godspell

  • 1973 - Orfeu Negro

  • 1976 - A Rainha Morta

  • 1988 - A Causa da Liberdade

  • 1999 - Abre Alas

  • 2007 - 7 - O Musical

  • 2015 - Intocáveis

Discografia

  1. Gerson Conrad & Zezé Motta (1975) LP/CD

  2. Zezé Motta (Prazer, Zezé) (1978) LP/CD

  3. Negritude (1979) LP/CD

  4. Anunciação / Negritude (1980) Compacto

  5. Dengo (1980) LP/CD

  6. O Nosso Amor / Três Travestis (1982) Compacto

  7. Frágil Força (1984) LP

  8. Quarteto Negro (Com Paulo Moura, Djalma Correia e Jorge Degas) (1987) LP/CD

  9. La Femme Enchantée (1987) DVD

  10. A Chave dos Segredos (1995) CD

  11. Divina Saudade (2000) CD

  12. E-Collection Sucessos + Raridades (2001) 2 CDS

  13. Negra Melodia (2011) CD

  14. O Samba Mandou Me Chamar (2018) CD

Prêmios e indicações

Ano

Prêmio

Categoria

Trabalho

Resultado

Ref

1976

Venceu

Melhor Atriz

Venceu




Venceu




Melhor atriz

Venceu




1980

Melhor Atriz

Venceu


2001

Homenagem especial

Venceu

2007

Carreira no Cinema

Venceu

2008

Homenagem especial

Homenagem

Venceu


Troféu Palmares

Homenagem

Ela mesma

Venceu


2009

Homenagem

Conjunto da Obra

Venceu

Indicada



2010

Festival de Cinema da Amazônia

Homenagem

Carreira

Venceu

2012

Troféu Mario Gusmão

Homenagem

Venceu


Troféu Top of Business

Destaque do Ano na Televisão

Venceu


2013

Indicado


Indicado




2014

Mostra Internacional de Arte da Mulher Negra

Homenagem

Carreira

Venceu

Troféu Dia de Mandela 

Cultura negra

Venceu



2017

Homenagem especial

Venceu


Contribuição cultural

Venceu




2018

15º Festival de Cinema do Vale do Ivinhema

Homenagem

Venceu


2019

Carreira no Cinema

Venceu

2021

Melhor Atriz Nacional

Indicado

Indicada




Prêmio Potências![117]

Troféu Potência

Indicada



2022

Melhor Atriz Nacional

Indicado


Indicado





Venceu





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