Lidando com a Depressão e o Excesso de Passado: Um Guia Abrangente
Compreendendo a Depressão e o Passado:
A depressão é um transtorno mental complexo que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Ela se caracteriza por sintomas como tristeza persistente, perda de interesse em atividades outrora prazerosas, alterações no sono e apetite, fadiga, dificuldade de concentração e pensamentos negativos.
O excesso de passado, por sua vez, refere-se à tendência de ruminar pensamentos negativos sobre eventos passados, dificultando o indivíduo de seguir em frente e viver o presente. Essa fixação no passado pode alimentar a depressão, intensificando sentimentos de culpa, vergonha e inutilidade.
Rompendo o Ciclo:
Lidar com a depressão e o excesso de passado exige uma abordagem abrangente que inclua mudanças comportamentais, psicológicas e, em alguns casos, medicamentosas.
1. Mudanças Comportamentais:
Rotina Regular: Estabeleça horários regulares para dormir, acordar, alimentar-se e praticar atividades físicas. Uma rotina estruturada ajuda a regular o humor e o sono.
Exercícios Físicos: A atividade física regular libera endorfinas, que possuem efeitos antidepressivos. Comece com caminhadas leves e progrida gradualmente.
Hobbies e Atividades Prazerosas: Dedique tempo a atividades que lhe tragam alegria e satisfação, seja ler, pintar, ouvir música ou praticar um esporte.
Contato Social: Mantenha contato com amigos, familiares e pessoas queridas. O isolamento social pode agravar a depressão.
Evite Álcool e Drogas: O consumo de substâncias psicoativas pode piorar os sintomas da depressão e dificultar o tratamento.
Técnicas de Relaxamento: Pratique técnicas como meditação, yoga ou respiração profunda para reduzir o estresse e a ansiedade.
2. Abordagem Psicológica:
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): A TCC ajuda a identificar e modificar pensamentos negativos e distorcidos que contribuem para a depressão.
Terapia Interpessoal: Essa terapia foca em melhorar as habilidades de comunicação e relacionamento interpessoal, reduzindo o isolamento social e a baixa autoestima.
Mindfulness: O mindfulness promove a atenção plena no momento presente, ajudando a reduzir a ruminação de pensamentos negativos sobre o passado.
3. Medicação:
Em alguns casos, o médico pode prescrever antidepressivos para aliviar os sintomas da depressão. É importante seguir as orientações médicas e monitorar os efeitos da medicação.
Recursos Adicionais:
CVV (Centro de Valorização da Vida): Disque 188 para apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Ministério da Saúde - Saúde Mental: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-mental
Associação Brasileira de Psiquiatria: https://www.abp.org.br/
Sociedade Brasileira de Psicologia: https://www.sbponline.org.br/
Lembre-se:
Você não está sozinho(a). A depressão é um transtorno comum e tratável.
Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas com depressão pode melhorar significativamente sua qualidade de vida.
Buscar ajuda profissional é o primeiro passo para superar a depressão e construir um futuro mais positivo.
Continue firme na sua jornada de recuperação! Com dedicação e apoio, você alcançará seus objetivos e viverá uma vida mais plena e feliz.

Como a saúde mental dos idosos pode ser afetada
De acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de idosos cresceu 18% entre 2012 a 2017 e chegou a ultrapassar a marca de 30 milhões de pessoas. Esses dados revelam que a expectativa de vida vem aumentando, mas é preciso olhar para além de “quantos anos as pessoas vivem” e também para “o quão saudáveis elas estão”.
Na velhice, alguns sintomas físicos podem trazer incômodos, como a diminuição da visão, a perda ou aumento de peso e assim por diante. Por mais que seja um processo natural, vivenciar essas mudanças no corpo pode ser difícil para algumas pessoas, e assim a saúde mental é afetada.
Os aspectos emocionais podem ser abalados antes mesmo de a pessoa chegar aos 60 anos, na chamada “crise de meia idade”, que costuma acontecer por volta dos 40 anos. Ou seja, além do aparecimento de limitações físicas, o indivíduo ainda passa por uma série de modificações em âmbitos pessoais e profissionais que podem causar desconforto.
Essas transformações, que na maioria das vezes são caracterizadas por perdas – seja de mobilidade, da companhia dos filhos, ou viuvez, por exemplo – são situações complexas de serem enfrentadas. As perdas se acumulam e uma adaptação constante é necessária. Por isso, podem surgir casos de ansiedade, angústia, medo e tristeza intensa.
Ainda há os idosos que recorrem ao isolamento, por vergonha ou pela negação de que precisam de ajuda para realizar certas atividades. Vivemos uma cultura da juventude, onde ser jovem significa ter vitalidade, e ser idoso pode ser percebido de forma contrária. Esse tipo de olhar estereotipado afeta a autoestima dos mais velhos, podendo levá-los a questões emocionais graves.
A depressão na terceira idade
O transtorno mental mais frequente na terceira idade é a depressão. Inclusive, os idosos lideram o ranking dos quadros depressivos entre os brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, de 2019.
De acordo com dados do Ministério da Saúde de 2018, há alta taxa de suicídio entre idosos com mais de 70 anos. Nessa faixa etária, foi registrada a taxa média de 8,9 mortes a cada 100 mil idosos. Para fins comparativos, a taxa média nacional é de 5,5 por 100 mil.
Entre 2011 e 2018 foram registradas 293.203 lesões autoprovocadas no país. Delas 11.438 (3,9%) envolviam indivíduos com mais de 60 anos. Nesse grupo, as lesões notificadas apresentaram as taxas de 3,8% das notificações em 2011 e 3,3% em 2018.
Envelhecimento ativo: união entre o bem-estar físico, emocional e social
O processo de envelhecer com qualidade de vida também é chamado de envelhecimento ativo. Isso significa a criação de oportunidades contínuas de saúde, participação e segurança para os idosos. O termo envelhecimento ativo foi adotado pela Organização Mundial da Saúde para representar um desejo comum de que a velhice seja uma experiência positiva. Mas para isso é necessário o comprometimento de pessoas e de instituições públicas e privadas.
“A palavra ‘ativo’ refere-se à participação contínua nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis, e não somente à capacidade de estar fisicamente ativo ou de fazer parte da força de trabalho”, diz o documento da política de saúde do governo brasileiro.
Nesse sentido, a interdependência e solidariedade entre gerações é indispensável para o envelhecimento ativo. Afinal, o adulto de hoje é o idoso de amanhã e é preciso construir uma via de mão dupla, onde pessoas de todas as idades se cuidem mutuamente.
Entendendo a saúde mental na terceira idade
Mas, afinal, como cuidar da saúde mental para quando a terceira idade chegar? E como ajudar pais e avós que estão nessa fase?
O mais importante é compreender que esse é um trabalho delicado que exige comunicação constante entre pais e filhos, para que, juntos, alcancem o equilíbrio entre amparo e autonomia. O diálogo e a escuta são essenciais para que cada um expresse suas vontades e necessidades.
É preciso ter cautela com a superproteção e, ao mesmo tempo, estar atento aos momentos em que o idoso precisa da presença de alguém da família por perto.
Independentemente da idade, deve-se ficar de olho em alguns sinais:
Sintomas cognitivos |
ligados a questões neurológicas, como falhas na memória, lentidão no pensamento, dificuldade de raciocínio. |
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Sintomas emocionais |
apatia, tristeza, excesso ou perda de sono, mudanças de humor. |
Essas questões são comuns até certo ponto. A gravidade está em quando a pessoa começa a colocar em risco a própria vida, ao esquecer a panela no fogo com frequência, por exemplo, ou quando apresenta perda do interesse em viver. Nesses casos, a busca por profissionais da saúde e tratamentos é fundamental.
Envelhecimento saudável
Para que se tenha um envelhecimento saudável, bons hábitos devem ser cultivados, como alimentação adequada, atividades físicas regulares e sono de qualidade. Outras práticas importantes são as interações sociais e o estabelecimento de metas, como marcar uma viagem com a família, por exemplo.
O convívio social faz toda a diferença no envelhecimento. Estimule as interações em grupo (seja para jogos de cartas, dança, para atividades físicas ou para aqueles que ainda trabalham) e com a família, se reunindo sempre que possível. Isso ajuda na comunicação, melhora o humor e estabelece ligações afetivas.
Outra dica é evitar estereótipos e não se referir aos idosos com termos pejorativos como “ranzinza”, “teimoso” e “gagá”. Há uma diversidade muito grande no envelhecimento, com idosos conectados às redes sociais, que namoram, saem com amigos, enquanto outros seguem uma rotina mais tranquila. O importante é que os vínculos familiares se fortaleçam, que cada um respeite suas individualidades e estejam abertos às adaptações do processo de envelhecer.
Fonte: https://www.unimed.coop.br/viver-bem/saude-em-pauta/saude-mental-dos-idosos-vamos-falar-sobre-isso-