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Para mais informações sobre horários e ingressos, você pode acessar: https://masp.org.br/


Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (mais conhecido pelo acrônimo MASP) é um centro cultural e museu de arte brasileiro fundado em 1947 pelo empresário e jornalista paraibano Assis Chateaubriand. Entre os anos de 1947 e 1990, o crítico e marchand italiano Pietro Bardi assumiu a direção do MASP a convite de Chateaubriand. Inicialmente instalado na rua 7 de abril, encontra-se desde 7 de novembro de 1968 na Avenida Paulista, cidade de São Paulo (estado homônimo), em um edifício projetado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi para ser sua sede. É considerado uma das mais importantes instituições culturais brasileiras. É conhecido pelo vão de mais de 70 metros que se estende sob quatro enormes pilares, concebido pelo engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, com o intuito de que que funcionasse como uma praça para uso da população. Considerado um importante exemplar da arquitetura brutalista brasileira, o edifício foi tombado pelas três instâncias de proteção ao patrimônio: IPHAN, Condephaat e Conpresp.



Instituição particular sem fins lucrativos, o museu foi fundado em 1947, ao longo de sua história, notabilizou-se por uma série de iniciativas importantes no campo da museologia e da formação artística, bem como por sua forte atuação didática. Foi também um dos primeiros espaços museológicos do continente a atuar com perfil de centro cultural, bem como o primeiro museu do país a acolher as tendências artísticas surgidas após a Segunda Guerra Mundial. O MASP possui a mais importante e abrangente coleção de arte ocidental da América Latina e do hemisfério sul, abrangendo arte africana, das Américas, asiática, brasileira e europeia, desde a Antiguidade até o século 21, incluindo pinturas, esculturas, desenhos, fotografias e roupas, entre outros, totalizando aproximadamente 10 mil peças. O acervo é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Também abriga uma das maiores bibliotecas especializadas em arte do país. É o museu mais visitado do Brasil e frequentemente listado entre os melhores do mundo. É conhecido pelos cavaletes de cristal de autoria de Lina Bo Bardi, conhecidos por suspender as obras de arte em suportes transparentes com o objetivo de aproximá-las do público, que desta forma pode circular em seu entorno.


Ao lado de sua mostra de longa duração, denominada de Acervo em transformação, o museu conta com uma programação de exposições temporárias, incluindo a série dedicada às Histórias, ciclo de exposições cuja primeira edição foi inaugurada em 2016[1. A programação expositiva é complementada pelos programas públicos desenvolvidos pela equipe de mediação do museu e por uma série de publicações impressas. Estas ações fazem parte da atuação do museu em prol da concretização de sua missão: "Estabelecer, de maneira crítica e criativa, diálogos entre passado e presente, culturas e territórios, a partir das artes visuais. Para tanto, deve ampliar, preservar, pesquisar e difundir seu acervo, bem como promover o encontro entre públicos e arte por meio de experiências transformadoras e acolhedoras”. Atualmente, o MASP desenvolve o projeto MASP em expansão, com a construção do novo edifício intitulado Pietro Maria Bardi, conectado por ligação subterrânea ao prédio histórico de Lina Bo Bardi. A construção aumentará a área do museu em 6.945 metros quadrados, com 14 andares compostos por galerias, salas de aula, laboratório de restauro, restaurante, loja e áreas de evento, ampliando as atividades realizadas hoje e aumentando a capacidade de visitantes. A previsão de conclusão do projeto é em 2024.



História - Antecedentes


A década de 1940 caracterizou-se no Brasil como um período de grande efervescência no plano econômico e político. Fatores de ordem internacional, como a Segunda Guerra Mundial e a crise de 1929, favoreceram um surto de desenvolvimento industrial, em substituição ao ciclo do café, tendo como consequência direta a criação das condições necessárias ao crescimento urbano e à instalação de uma "estrutura cultural" no país. Em São Paulo, particularmente, o período se notabilizou pela consolidação de um vigoroso parque industrial. O estado, a essa altura, já havia suplantado o Rio de Janeiro como principal produtor de bens de consumo do país. A capital paulista prosseguia em sua trajetória de extraordinário crescimento populacional. Atraindo muitas indústrias e concentrando uma expressiva e poderosa elite, abandonava progressivamente o aspecto de cidade provinciana.


No plano cultural, sem embargo, São Paulo ainda distava muito da então capital federal, onde o debate estético encontrava-se muito mais adiantado e o poder público já assimilava as manifestações modernas internacionais (sendo o edifício do Ministério da Educação e Cultura o exemplo maior de tal contexto). Sua referência mais notável continuava a ser a Semana de Arte Moderna de 1922. Se por um lado esse evento havia permitido alguma abertura aos artistas modernos nos salões oficiais, influenciado a criação de grupos e associações como a Sociedade Pró-Arte Moderna e a Família Artística Paulista e garantido alguma substância ao debate estético, por outro, seus propósitos não chegaram a atingir o grande público nem a definir um circuito artístico local. A cidade contava com uma casa de ópera de prestígio e com uma grande quantia de cineteatros, de programação bastante diversificada, mas havia um único museu voltado à arte, a Pinacoteca do Estado, dedicada quase exclusivamente à arte acadêmica. A Escola de Belas Artes seguia a mesma orientação e eram poucas as galerias comerciais abertas às tendências modernas.


O paraibano Assis Chateaubriand, fundador e proprietário dos Diários Associados - à época o maior conglomerado de veículos de comunicação do Brasil – foi uma das figuras mais emblemáticas desse período. Comandava um verdadeiro império midiático, composto por 34 jornais, 36 emissoras de rádio, uma agência de notícias, uma editora (responsável pela publicação da revista O Cruzeiro, a mais lida do país entre 1930 e 1960) e se preparava para ser o pioneiro da televisão na América Latina - e futuro proprietário de 18 estações. Dono de um espírito empreendedor, Chateaubriand manteve uma postura ativa no processo de modernização do Brasil e utilizava-se da influência de seu conglomerado para pressionar a elite do país a auxiliá-lo em suas iniciativas, quer fossem políticas, econômicas ou culturais. Em meados dos anos quarenta, criou a "campanha da aviação", que consistia em enérgicos pedidos de contribuições para a aquisição de aeronaves de treinamento a serem doados aos aeroclubes do país. Como fruto da iniciativa, cerca de mil aviões foram comprados e doados às escolas para formação de pilotos. Terminada a campanha, Chateaubriand iniciaria uma nova e ousada empreitada: a aquisição de obras de arte para formar um museu de nível internacional no Brasil.


Chateaubriand pretendia sediar o futuro museu no Rio de Janeiro, mas optou por São Paulo por acreditar que nessa cidade teria mais sucesso em arrecadar os fundos necessários para formar a coleção. O mercado de arte internacional passava por um momento propício para quem dispunha de fundos para adquirir obras de relevo e o Brasil passava por um momento de grande prosperidade. Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a Europa em reconstrução, muitas coleções eram postas à venda. O aumento exponencial da oferta derrubou os preços das obras de arte em níveis inéditos. Chateaubriand, entretanto, embora fosse um apreciador de obras de arte, era um leigo no assunto. Para movimentar-se nesse mercado, selecionando peças de alto valor e com garantias de autenticidade, precisaria do auxílio de um técnico especializado e experiente. Assim, convidou Pietro Maria Bardi para ajudá-lo na empreitada.


Pietro Maria Bardi, galerista, colecionador, jornalista e crítico de arte italiano, havia viajado ao Rio de Janeiro na companhia de sua esposa, a arquiteta Lina Bo, para apresentar a Exposição de Pintura Italiana Antiga no Ministério da Educação e Saúde, organizada pelo Studio d'Arte Palma, dirigido por Bardi em Roma. Durante um almoço em Copacabana, no verão de 1946, Chateaubriand o convidou para auxiliar a criar e a dirigir um "Museu de Arte Antiga e Moderna" no país. Bardi objetou que não deveria haver distinção entre as artes, propondo denominar a instituição apenas como "Museu de Arte", e aceitou o convite. Planejando ficar à frente do projeto por apenas um ano, dedicar-se-ia a ele pelo resto de sua vida, tendo dirigido a instituição por quase meio século. Mudou-se definitivamente com Lina para o Brasil, trazendo consigo seu acervo artístico particular e uma vasta fototeca com imagens de obras consagradas.



Fundação e primeiros anos


Nos três primeiros anos de atividade, o museu funcionaria em uma sala de mil metros quadrados, no segundo andar do Edifício Guilherme Guinle, na rua Sete de Abril, centro de São Paulo, projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon para ser a sede dos Diários Associados. Lina Bo Bardi projetou os espaços no primeiro andar, eliminando paredes e elementos decorativos constantes do projeto original, a fim de que o espaço obedecesse a um ambiente estritamente funcional. Além da pinacoteca, contava com uma sala de exposição didática sobre a história da arte, duas salas para exposições temporárias e um auditório com 100 lugares. Essa divisão refletia o interesse dos fundadores em conceber a nova instituição como centro difusor de conhecimento e cultura, opondo-se à ideia de museu como simples depósito de obras de arte.


O museu foi inaugurado em 2 de outubro de 1947, com a presença do governador do estado, Ademar de Barros e do ministro da educação, Clemente Mariani, além de outras personalidades do mundo artístico e político. No dia seguinte, os primeiros visitantes chegaram para ver a incipiente coleção, ainda com poucas peças, destacando-se o Busto de atleta, de Pablo Picasso e o Auto-retrato com barba nascente, de Rembrandt. Duas exposições temporárias também puderam ser vistas: uma com a Série Bíblica de Cândido Portinari e outra com obras de Ernesto de Fiori.


Nos anos seguintes, o espaço passaria a oferecer cursos sobre história da arte, mostras de artistas nacionais e estrangeiros de todas as correntes, manifestações de teatro, música e cinema, transformando o museu em um ponto de encontro de artistas, estudantes e intelectuais em geral. Assim, o MASP inaugurava o conceito de espaço museológico multidisciplinar, tornando-se uma das primeiras instituições do mundo a atuar com perfil de centro cultural, décadas antes da fundação do Centro Georges Pompidou, em Paris.



O Escolar, de Van Gogh (1888). Recepcionado por um desfile de estudantes em Salvador


Paralelamente às atividades didáticas, o acervo continuava a crescer. Chateaubriand, sempre respaldado pela influência dos Diários, havia desenvolvido um eficiente sistema visando angariar fundos para as aquisições. Negociava com empresários a doação de recursos para comprar obras de arte, em troca de contratos de anúncios de suas empresas em toda a cadeia associada dos Diários (rádio, jornais, revistas e, pouco depois, televisão). Comprometia-se também, após a aquisição das obras, a distribuir títulos de mecenas aos doadores. Cada nova aquisição era festejada com uma suntuosa recepção, com a mais ampla cobertura possível dos Diários, quer no museu, quer na casa dos doadores, ou até mesmo em campo aberto – como se registrou à chegada da obra O Escolar, de Van Gogh, recepcionada por um grande desfile de estudantes nas ruas de Salvador. Edmundo Monteiro, executivo de mídia dos Diários Associados e, posteriormente, presidente do MASP, era o principal responsável pelas finanças do museu e íntimo colaborador de Chateaubriand, tendo sido de grande importância sua atuação para o equacionamento do sistema que permitiria a aquisição do acervo.


O plano de aquisições do MASP se assentava ainda na perspectiva de uma alta de preços no mercado internacional de arte. Cálculos baseados em pesquisas de mercado indicavam, por exemplo, que os preços de pinturas do impressionismo deveriam subir entre 20 e 25% ao ano após a década de 1950. Assim, Bardi e Chateaubriand compravam tudo aquilo que parecesse passível de uma expressiva valorização futura, o que, por meio de trocas e vendas, forneceria os recursos necessários para formar uma coleção mais homogênea.



Escolas do MASP


Três anos após a fundação, visando acomodar o crescente acervo, o museu passou a contar com mais três andares do Edifício Guilherme Guinle. O terceiro andar foi reservado para a coleção permanente e se destacava pelo partido museológico adotado: as paredes eram suspensas por tirantes de aço, com iluminação planejada e sem a intervenção de paredes. Cursos e palestras ocupavam o quarto e o décimo-quinto andares. No segundo andar, ficavam os auditórios, e espaços expositivos, além de biblioteca e laboratório fotográfico. Os novos espaços foram inaugurados pelo presidente da república, Eurico Gaspar Dutra, com a presença do banqueiro Nelson Rockefeller e do cineasta Henri-Georges Clouzot.


A ampliação dos espaços permitiu ao museu diversificar a sua atuação didática. Assim, em 1950, foi criado o Instituto de Arte Contemporânea, englobando diversos cursos, com o objetivo principal de suprir importantes lacunas no ensino técnico e artístico da cidade. O primeiro curso ministrado pelo instituto foi o de gravura, aos cuidados de Poty Lazzarotto e Renina Katz. O de desenho foi confiado a Roberto Sambonet, importante designer italiano. Gastone Novelli e Waldemar da Costa lecionaram pintura, e o polonês August Zamoyski, escultura. Neste mesmo ano, o museu lança a revista Habitat, que se torna um importante veículo de divulgação de uma estética moderna de viés funcionalista.


Lina Bo Bardi coordenou a Escola de Desenho Industrial do MASP, a primeira iniciativa voltada ao campo do ensino de desenho industrial no Brasil, onde lecionaram Carlos Bratke, Gregori Warchavchik, Lasar Segall e Leopold Haar. O curso, criado nos moldes do Instituto de Design de Chicago, dava continuidade aos métodos pedagógicos da Bauhaus, tendo formado importante contingente de designers brasileiros. No setor do cinema, realizaram-se seminários sob a orientação de Marcos Margulies e Tito Batini, tendo como ponto alto o curso ministrado pelo cineasta Alberto Cavalcanti, diretor da Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Na área de teatro, o MASP promoveu um seminário paralelo ao de cinema, coordenado por Beatriz Segall, que mais tarde tornou-se um departamento, sob responsabilidade de Gianni Ratto.


Outras iniciativas do museu no campo didático incluíam cursos de fotografia e ecologia. No campo da moda, destacou-se um audacioso projeto coordenado por Luisa Sambonet e Roberto Sambonet, reunindo pela primeira vez artistas, designers e representantes da indústria de tecidos do país, com o objetivo de criar e confeccionar uma moda inteiramente nacional. Por fim, a constatação de que a publicidade brasileira deixava a desejar levou o museu a criar uma Escola de Propaganda, sob coordenação de Rodolfo Lima Martensen, onde atuaram importantes referências da área no Brasil. A iniciativa acabaria crescendo e ganhando autonomia, transformando-se na atual Escola Superior de Propaganda e Marketing.


As grandes exposições promovidas pelo museu nos seus primeiros anos também ganharam notoriedade, com o consequente aumento na frequência dos visitantes, o que permitiu a formação de um público cada vez mais numeroso e interessado. Destacaram-se as mostras individuais dedicadas a artistas contemporâneos, como Le Corbusier, Alexander Calder, Paul Klee e Max Bill, entre outros. A retrospectiva do designer e arquiteto Max Bill é considerada um marco histórico no processo de divulgação na arte concreta no Brasil. Teve grande repercussão também o desfile de moda de Christian Dior, ocasião para qual Salvador Dalí criou o Costume do ano 2045, posteriormente adquirido pelo museu.


Turnê internacional


Ressurreição Kinnaird, de Rafael (1499-1502). Adquirida em 1954, às vésperas da exposição na Tate Gallery, em Londres

As Tentações de Santo Antão, de Hieronymus Bosch (1500). Adquirida por Chateaubriand para integrar a turnê na Europa

Na década de 1950, o museu ensaiava a internacionalização de suas atividades. Chateaubriand havia adquirido para o MASP a Villa Benivieni, antiga residência de Alexander Mackenzie, em Fiesole, nos arredores de Florença, com o objetivo de lá abrigar estudantes latino-americanos que quisessem se especializar em história da arte. O projeto não pôde ser levado adiante, pois o museu viu-se obrigado a vender a residência quando passou por dificuldades financeiras na década seguinte.


Em 1953, a coleção já havia adquirido um volume suficientemente importante para que o MASP fosse convidado a expor suas obras em museus estrangeiros. Pietro Maria Bardi planejava uma forma de consolidar o acervo do museu, submetendo-o à avaliação crítica internacional, como forma de responder às insinuações de parte da imprensa brasileira de que Chateaubriand estava criando um museu de obras falsas. Entrou em contato com Germain Bazin, então diretor do Louvre, que lhe assegurou a possibilidade de albergar a mostra na capital francesa.


Formalizado o convite do governo francês, organizou-se a exposição com cem pinturas do MASP no Musée de l'Orangerie, em Paris. A mostra, inaugurada pelo presidente da França, Vincent Auriol, teve um inesperado sucesso: diversas reportagens e críticas publicadas em periódicos franceses confirmavam a boa impressão causada pelo acervo, registrando-se uma excepcional afluência de público. A repercussão foi tão intensa que diversos outros museus europeus solicitaram a exposição: de Paris, as obras seguiram para o Palais des Beaux-Arts de Bruxelas e, em seguida, para o Centraal Museum de Utrecht, sendo apresentadas ainda no Kunstmuseum de Berna, na Tate Gallery de Londres, na Kunsthalle de Düsseldorf e no Palazzo Reale de Milão.


Recusando outros convites de museus europeus, Bardi aceitou o do Metropolitan Museum de Nova Iorque. Nos Estados Unidos, muitas outras instituições requisitaram a mostra, mas além do Metropolitan, ela só pôde ser vista no Toledo Museum of Art, em Toledo, Ohio, pois precisava retornar ao Brasil para ser exposta no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, concluindo em 1957 a turnê iniciada quatro anos antes.



Penhor do acervo


O longo período de apresentações de obras do museu na Europa foi bastante prolífico para o aumento da coleção. À medida que as exposições iam se sucedendo, apareciam boas oportunidades no mercado. Bardi e Chateaubriand decidiram, portanto, comprar mais algumas obras. Para isso, assumiram uma dívida considerável com duas tradicionais galerias comerciais, a Wildenstein e a Knoedler. Quando as obras foram apresentadas nos Estados Unidos, o representante da Galeria Knoedler, Walter J. Leary, impaciente por uma solução, decidiu executar a dívida, solicitando à justiça norte-americana o sequestro das obras. Georges Wildenstein recusou-se a tomar a mesma atitude. A respeito do assunto, declarava: "Somos criadores e não liquidantes de museus".


Para efetuar o pagamento, Chateaubriand solicitou a David Rockefeller um crédito de cinco milhões de dólares junto à Morgan Guaranty Trust Company, a ser pago em parcelas semestrais. A garantia de pagamento era o penhor de todo o acervo. A dívida, no entanto, era demasiadamente alta, e somente a primeira parcela foi paga. Diante da possibilidade das obras serem confiscadas, Chateaubriand recorreu diretamente ao presidente, Juscelino Kubitschek, que autorizou a Caixa Econômica Federal a conceder um empréstimo ao museu para honrar as dívidas contraídas no exterior, detendo dessa forma o controle da coleção. Os futuros problemas financeiros do museu impediriam que a dívida junto ao governo brasileiro fosse paga. A situação só seria equacionada muito tempo depois, durante a gestão de Antônio Delfim Netto no Ministério da Fazenda, quando, para quitar o débito, o governo decidiu utilizar todo o montante arrecadado com a Loteria Esportiva, destinada, por lei, à cultura.



Nova sede (1958-1968)


O Belvedere Trianon, sobre o vale da avenida Nove de Julho, em 1930 - Obras de construção da nova sede, 1965


No final da década de 1950, o crescente volume do acervo e a ampliação das atividades didáticas do museu demandavam espaços mais amplos e adequados a atividades museológicas regulares. Na tentativa de solucionar o problema, Bardi fez contatos com a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Ficou acertado que o museu teria um espaço no edifício que a fundação estava erguendo no bairro de Higienópolis, onde seria exposto seu acervo, ao qual se juntariam as obras do fundador da FAAP (hoje reunidas no Museu de Arte Brasileira). As obras do MASP chegaram a ser expostas nas salas da fundação, mas Bardi mostrou-se preocupado com a qualidade de algumas peças a serem incorporadas à coleção. Preferiu romper o acordo, recomeçando a busca por uma nova sede.


Havia então, na avenida Paulista, um terreno no local antes ocupado pelo belvedere Trianon, tradicional ponto de encontro da elite paulistana, projetado por Ramos de Azevedo e demolido em 1951 para dar lugar a um pavilhão, onde fora realizada a primeira Bienal Internacional de São Paulo. O terreno havia sido doado à prefeitura por Joaquim Eugênio de Lima, idealizador e construtor da avenida Paulista, com a condição de que a vista para o centro da cidade fosse preservada, através do vale da avenida Nove de Julho.


Lina Bo Bardi, ciente da situação do terreno e das condições impostas pelo doador, considerava o local ideal para a construção da nova sede. Contou seus planos a Edmundo Monteiro, que, por sua vez, decidiu negociar a concessão do terreno com Ademar de Barros. Ademar era candidato à eleição para a prefeitura de São Paulo. Acertou com Edmundo Monteiro de fazer a sua campanha pelos Diários Associados, de graça, comprometendo-se, caso fosse eleito, a aprovar a concessão do terreno para a construção da nova sede. Eleito, Ademar manteve o acordo, dando início aos trabalhos.





O que uma pessoa com mais de 40 anos pode aprender e desfrutar no Museu de Arte de São Paulo (MASP):


O Museu de Arte de São Paulo (MASP) é um dos museus mais importantes da América Latina e oferece uma experiência rica e diversificada para pessoas com mais de 40 anos. Através de seu acervo abrangente, que inclui obras de arte europeia, brasileira e africana, e exposições temporárias de destaque, o museu convida o visitante a mergulhar na história da arte e a se conectar com diferentes culturas.



Aprendizado:


Aprofundar-se na história da arte: O MASP possui um acervo com mais de 10.000 obras, que abrange desde o período medieval até a arte contemporânea. As obras expostas permitem que o visitante trace um panorama da evolução da arte ao longo dos séculos e conheça diferentes estilos e movimentos artísticos.


Conhecer grandes nomes da arte brasileira e internacional: O museu dedica salas especiais à obra de grandes artistas brasileiros, como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Cândido Portinari e Victor Brecheret, e também de artistas internacionais, como Van Gogh, Monet, Renoir e Picasso. As exposições permitem que o visitante tenha uma visão completa da trajetória desses artistas e da importância de suas obras para a história da arte.


Entender os diferentes movimentos artísticos: O MASP organiza exposições e eventos que abordam os diferentes movimentos artísticos que marcaram a história da arte, como o modernismo, a arte abstrata, o expressionismo e o pop art. As exposições permitem que o visitante compreenda as características de cada movimento, seus principais artistas e sua influência na produção artística.



Desfrute:


Apreciar a arquitetura do museu: O prédio do MASP, projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi, é um marco da arquitetura modernista brasileira. O museu oferece visitas guiadas que permitem ao visitante conhecer a história do prédio, sua arquitetura inovadora e seus detalhes construtivos.


Assistir a concertos e apresentações teatrais: O MASP possui um auditório que sedia concertos, apresentações teatrais e palestras. A programação cultural do museu é diversificada e oferece opções para todos os gostos.


Relaxar no jardim do museu: O MASP possui um jardim com vista para a Avenida Paulista. O jardim é um ótimo lugar para relaxar, tomar um café e apreciar a natureza.


Almoçar ou tomar um café no restaurante do museu: O MASP possui um restaurante que oferece um menu com pratos da culinária brasileira e internacional. O restaurante também possui um bar onde você pode tomar um café ou um drinque.



Dicas para uma visita proveitosa:


Planeje sua visita: O MASP é um museu grande, por isso é importante planejar sua visita com antecedência. Defina quais exposições você deseja ver e quanto tempo você pretende passar no museu.


Consulte a programação: O MASP oferece uma programação diversificada de exposições, concertos, apresentações teatrais e palestras. Consulte a programação do museu no site ou nas redes sociais e escolha as atividades que mais lhe interessam.


Compre seus ingressos online: Você pode comprar seus ingressos online no site do MASP. Isso evita filas e garante sua entrada.


Participe de uma visita guiada: O MASP oferece visitas guiadas gratuitas que permitem ao visitante conhecer a história do museu, a arquitetura do prédio e o acervo artístico.


Baixe o aplicativo do museu: O aplicativo do MASP oferece informações sobre as exposições, eventos e serviços do museu. Você também pode usar o aplicativo para fazer um tour virtual pelo museu.



O Museu de Arte de São Paulo (MASP) é um lugar ideal para pessoas com mais de 40 anos que desejam se conectar com a arte, a cultura e a história. O museu oferece uma experiência rica, imersiva e inspiradora para visitantes de todas as idades.








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