
AUTORES IMPERDÍVEIS -1
Ler autores clássicos da literatura brasileira, especialmente para quem já tem mais de 40 anos, pode ser uma experiência extremamente enriquecedora e valiosa por diversos motivos.
Conhecimento da história e cultura brasileira: - As obras clássicas retratam diferentes períodos da história do Brasil, desde a colonização até os dias atuais, oferecendo um panorama rico da cultura, costumes, valores e crenças da sociedade brasileira ao longo do tempo. Através da literatura, é possível conhecer eventos históricos importantes, figuras marcantes e as transformações sociais que moldaram o país.
Autores imperdíveis: histórias indispensáveis para quem já passou dos 40. Leia, pense, sinta, questione!

Bernardo Guimarães
Bernardo Guimarães (1825-1884) foi um romancista e poeta brasileiro. "A Escrava Isaura" foi o seu romance mais popular. Estudou Direito em São Paulo. Foi juiz municipal na cidade de Catalão em Goiás. Estreou como poeta com "Cantos da Solidão", mas foi como romancista que seu nome ganhou destaque. Foi considerado o criador do romance sertanejo e regional, ambientado em Minas Gerais e Goiás. De todos os seus romances "O Seminarista" é considerado sua melhor obra. É patrono da cadeira nº. 5 da Academia Brasileira de Letras.
José Mauro de Vasconcelos
José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) foi um escritor brasileiro, autor do romance juvenil "Meu Pé de Laranja Lima", obra que se tornou um clássico da literatura brasileira. José Mauro de Vasconcelos nasceu em Bangu, no Rio de Janeiro, no dia 26 de fevereiro de 1920. Filho de imigrante português foi criado pelos tios, na cidade de Natal no Rio Grande do Norte. Com 15 anos, José Mauro voltou para o Rio de Janeiro onde trabalhou em diversos empregos para se sustentar, foi carregador de bananas numa fazenda no litoral do estado, foi instrutor de boxe e operário. Mudou-se para São Paulo, onde trabalhou como garçom de boate. Iniciou o curso de Medicina, mas abandonou a universidade. Recebeu uma bolsa para estudar na Espanha, mas também não se adaptou à vida acadêmica.
Mário de Andrade
Mário de Andrade (1893-1945) foi um escritor brasileiro. Publicou "Pauliceia Desvairada" o primeiro livro de poemas da primeira fase do Modernismo. Além de poeta, foi romancista, contista, crítico literário, professor e pesquisador de manifestações musicais e excelente folclorista. Mário se interessava por tudo aquilo que dissesse respeito ao seu país, e teve papel importante na implantação do Modernismo no Brasil se tornado a figura mais importante da Geração de 22. Seu romance "Macunaíma" foi sua criação máxima. Mário Raul de Morais Andrade nasceu na Rua da Aurora, em São Paulo, no dia 9 de outubro de 1893. Filho de Carlos Augusto de Andrade e de Maria Luísa concluiu o ginásio e entrou para a Escola de Comércio Alves Penteado.
José Lins do Rego
José Lins do Rego (1901-1957) foi um escritor brasileiro. Seu romance "Menino de Engenho" lhe deu o prêmio Graça Aranha. Sua obra-prima "Riacho Doce" foi transformada em minissérie para a televisão.
José Lins do Rego integrou o "Movimento Regionalista do Nordeste". É patrono da Academia Paraibana de Letras e foi eleito para a cadeira n.º 25 da Academia Brasileira de Letras. José Lins do Rego Cavalcanti nasceu no engenho Corredor, no município de Pilar, Paraíba, no dia 3 de junho de 1901. ra filho de João do Rego Cavalcanti e de Amélia Lins Cavalcanti, descendentes de tradicional família da oligarquia do Nordeste açucareiro. Fez seus primeiros estudos no internato de Itabaiana e no Colégio Diocesano Pio X de João Pessoa. Depois de testemunhar a decadência dos engenhos de açúcar, que deu lugar às usinas, José Lins mudou-se para o Recife, onde estudou no Colégio Carneiro Leão. Em 1919 ingressou na Faculdade de Direito.
Martins Pena
Martins Pena (1815-1848) foi um dramaturgo brasileiro, o introdutor da comédia de costumes no teatro no Brasil, e um dos principais autores do Teatro no Romantismo do país, no século XIX. Luís Carlos Martins Pena (1815-1848) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 5 de novembro de 1815. Filho de João Martins Pena e Ana Francisca de Paula Julieta Pena ficou órfão de pai com um ano de idade e com dez anos ficou órfão de mãe. Por determinação de seu padrasto, foi entregue aos cuidados de tutores e dedicou-se aos estudos. Em 1835, Martins Pena concluiu o curso de Comércio. Ingressou na Academia Imperial de Belas Artes, onde estudou arquitetura, desenho e música. Dedicou-se também ao estudo de história, literatura, teatro e línguas, tendo grande facilidade para dominá-las, o que facilitou posteriormente o seu ingresso na carreira diplomática.
José de Alencar
José de Alencar (1829-1877) foi um romancista, dramaturgo, jornalista, advogado e político brasileiro. Foi um dos maiores representantes da corrente literária indianista e o principal romancista brasileiro da fase romântica. Entre seus romances destacam-se "Iracema" e "Senhora". Seu romance "O Guarani", publicado em forma de folhetim, no Diário do Rio de Janeiro, alcançou enorme sucesso e serviu de inspiração ao músico Carlos Gomes que compôs a ópera O Guarani. Foi escolhido por Machado de Assis para patrono da Cadeira n.º 23 da Academia Brasileira de Letras.
Graciliano Ramos
Graciliano Ramos (1892-1953) foi um dos maiores romancistas brasileiros. Foi considerado o mais importante ficcionista da Segunda Fase do Modernismo, ou Modernismo dos anos 30. Seus romances atingiram a maioridade literária da Geração Regionalista. Embora tratem de problemas sociais do Nordeste brasileiro, apresentam uma visão crítica das relações humanas, que as tornam de interesse universal.
Seus livros foram traduzidos para vários países, e Vidas Secas, São Bernardo e Memórias do Cárcere foram levados para o cinema. Recebeu o Prêmio da Fundação William Faulkner, dos Estados Unidos, pela obra "Vidas Secas".
Euclides da Cunha
Euclides da Cunha (1866-1909) foi um escritor, jornalista e professor brasileiro, autor da obra "Os Sertões". Foi enviado como correspondente ao Sertão da Bahia, pelo jornal O Estado de São Paulo, para cobrir a guerra no município de Canudos. Seu livro, “Os Sertões”, representa uma das principais realizações do “Pré-Modernismo”, com uma literatura social voltada para os problemas concretos do país. A obra narra e analisa os acontecimentos da guerra. O autor foi eleito, em 21 de setembro de 1903, para a cadeira n.º 7 da Academia Brasileira de Letras.
Lima Barreto
Lima Barreto (1881-1922) foi um importante escritor brasileiro da fase Pré-Modernista da literatura. Sua obra está impregnada de fatos históricos e de uma perspectiva da sociedade carioca. Analisa os ambientes e os costumes do Rio de Janeiro e faz uma crítica à mentalidade burguesa da época. Lima Barreto foi um escritor do seu tempo e de sua terra. Anotou, registrou, fixou e criticou asperamente quase todos os acontecimentos da República. Tornou-se uma espécie de “cronista” da antiga capital federal.
João Guimarães Rosa
Guimarães Rosa (1908-1967) foi uma das principais expressões da literatura brasileira. O romance "Grandes Sertões: Veredas" é sua obra prima. Fez parte do 3.º Tempo do Modernismo, caracterizado pelo rompimento com as técnicas tradicionais do romance. Renovador da moderna literatura, tomou por base o regionalismo mineiro e criou sua própria linguagem literária, a partir de termos em desuso, da criação de neologismos e da construção sintática e melódica das frases. Guimarães Rosa foi também médico e diplomata.
Aluísio Azevedo
Aluísio Azevedo (1857-1913) foi um escritor brasileiro. "O Mulato" foi o romance que iniciou o Movimento Naturalista no Brasil. Foi também caricaturista, jornalista e diplomata. É membro fundador da cadeira n.º 4 da Academia Brasileira de Letras. Crítico impiedoso da sociedade brasileira e de suas instituições, o romancista abandonou as tendências românticas em que se formara, e influenciado por Eça de Queirós e Émile Zola, tornou-se o criador do naturalismo no Brasil. Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo, conhecido como Aluísio Azevedo, nasceu em São Luís, Maranhão, no dia 14 de abril de 1857. Em 1871, matriculou-se no Liceu Maranhense e dedicou-se ao estudo da Pintura. Com 19 anos foi levado pelo irmão, o teatrólogo e jornalista Artur Azevedo, para o Rio de Janeiro. Começou a estudar na Academia Imperial de Belas-Artes, onde revelou seus dons para o desenho. Logo passou a colaborar, com caricaturas, para os jornais "O Mequetrefe", "Fígaro" e "Zig-Zag".
Jorge Amado
Jorge Amado (1912-2001) foi um escritor brasileiro, um dos maiores representantes da ficção regionalista que marcou o Segundo Tempo Modernista. Sua obra é baseada na exposição e análise realista dos cenários rurais e urbanos da Bahia. Traduzido para mais de trinta idiomas e detentor de inúmeros e importantes prêmios, o escritor teve vários de seus trabalhos adaptados para a televisão e o cinema, entre eles, "Dona Flor e Seus Dois Maridos" e "Gabriela Cravo e Canela".
Erico Verissimo
Érico Veríssimo (1905-1975) foi um escritor brasileiro. "Olhai os Lírio do Campo" é sua obra-prima. Foi um dos melhores romancistas brasileiros. Fez parte do Segundo Tempo Modernista. Recebeu o "Prêmio Machado de Assis" pelo conjunto da obra e o "Prêmio Graça Aranha" com "Caminhos Cruzados". Érico foi um dos primeiros escritores brasileiros a viver exclusivamente de literatura. Explorou vários gêneros literários, mas foi no romance que mostrou sua grande capacidade de criação.
Machado de Assis
Machado de Assis (1839-1908) foi um escritor brasileiro, um dos nomes mais importantes da literatura brasileira do século XIX. Destacou-se principalmente no romance e no conto, embora tenha escrito crônicas, poesias, crítica literária e peças de teatro. Machado de Assis escreveu nove romances. Os primeiros – Ressurreição, A Mão e a Luva, Helena e Iaiá Garcia, apresentam alguns traços românticos na caracterização dos personagens. A partir de Memórias Póstumas de Brás Cubas, teve início sua fase propriamente realista quando revelou seu incrível talento na análise do comportamento humano, descobrindo por trás dos atos bons e honestos, a vaidade, o egoísmo e a hipocrisia.
Cecília Meireles
Cecília Meireles (1901-1964) foi uma poetisa, professora, jornalista e pintora brasileira. Foi a primeira voz feminina de grande expressão na literatura brasileira, com mais de 50 obras publicadas. Com 18 anos estreou na literatura com o livro "Espectros". Participou do grupo literário da Revista Festa, grupo católico, conservador. Dessa vinculação herdou a tendência espiritualista que percorre seus trabalhos com frequência. Embora mais conhecida como poetisa, deixou contribuições no domínio do conto, da crônica, da literatura infantil e do folclore. Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu no Rio de Janeiro no dia 7 de novembro de 1901. Perdeu o pai poucos meses antes de seu nascimento, e a mãe, logo depois de completar 3 anos. Foi criada por sua avó materna, a portuguesa Jacinta Garcia Benevides.
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